Formatos de motherboard

Existem diversos padrões no fabrico de motherboards mas só vamos falar dos mais comuns, alguns deles mais antigos. As motherboards, assim como outros componentes da informática, necessitam de normas de construção, de disposição e tipologia de componentes para que tais características não fiquem dependentes dos construtores e criem dificuldades de integração.

 Formatos ultrapassados:

AT:
As motherboards AT foram o padrão mais utilizado durante os anos 80. Eram placas bastante grandes porque necessitavam de muitos componentes, uma vez que a tecnologia da época não possibilitava a construção de chips como os atuais. A partir de 1990, estas placas deixaram de ser usadas e foram substituídas pelo padrão Baby-AT.

Baby-AT:
As motherboards mais usadas até 1997 foram as Baby-AT, assim designadas por causa das suas pequenas dimensões relativamente às antecessoras, que se encontravam em computadores desktop bem maiores e não tinham socket para o processador, uma vez que este já vinha soldado. Tipicamente, a ligação ao teclado estava soldada à board, enquanto as portas paralela e série eram ligadas através de cabos. A disposição dos componentes nestas placas trazia algumas complicações, a mais frequente das quais veio a ser a impossibilidade de colocar placas de expansão ISA em alguns slots por esbarrarem com o dissipador do processador.

LPX (Low Profile eXtension):
A ideia de reduzir os custos dos computadores fez nascer na Western Digital (sim, eles já fabricaram motherboards até ao início dos anos 90) o formato LPX, um formato que permitia ter caixas mais estreitas, logo mais baratas. Foi um formato bastante popular sobretudo quando se usavam caixas mais largas do que altas. Infelizmente, este padrão apenas foi adotado por fabricantes de computadores que também fabricavam as suas próprias boards, pelo que se tornou uma solução muito dependente da marca.

BTX (Balanced Technology Extended):
Foi um padrão que acabou por não ter o sucesso desejado. Foi oficialmente apresentado pela Intel em Setembro 2003 com o objetivo de substituir o padrão ATX. Este novo formato foi lançado para melhorar a dissipação de calor no computador e, como sempre, reduzir o tamanho das motherboards.
A principal diferença entre os padrões ATX e BTX está na posição dos slots, que é invertida em relação à posição das portas presentes na motherboard. A Setembro de 2006, a Intel decidiu parar com o desenvolvimento de boards BTX.



Formatos atuais:

ATX:
De forma a resolver estes problemas, a Intel criou as motherboards modelo ATX em dois tamanhos, conforme o socket/slot utilizados: Baby-ATX e a ATX.
Além de outras modificações, este modelo trouxe uma rotação de 90 graus na colocação da motherboard dentro da caixa/torre e uma nova disposição dos componentes, nomeadamente dos slots para a RAM e do processador. Também as caixas a que estas placas se destinam são diferentes das outras, pretendendo proporcionar uma maior facilidade de acesso. Em alguns modelos, isto até significa a inclusão de “calhas” em que a motherboard desliza para fora de forma a facilitar a sua remoção.
As motherboards ATX ainda contêm outras diferenças, como as portas para o teclado (lilás) e para o rato (verde), que já são do tipo PS/2, redondas com seis orifícios. Estas portas estão diretamente soldadas à board, algo que obriga a caixas/torres dentro do mesmo padrão para os orifícios corresponderem.
Por outras palavras, para albergar estas boards, a caixa/torre também tem de ser do padrão ATX até porque a fonte de alimentação também deve ligar-se à placa por um único conector de 20 fios e não pelos dois conectores característicos nos modelos AT e Baby-AT. As fontes de alimentação ATX possuem ainda uma saída de 3.3 V e já se desligam a partir de um sinal da motherboard, permitindo assim o encerramento do computador por software (Sistema Operativo).

Micro-ATX:
O padrão Micro ATX foi proposto pela Intel, de forma a economizar o espaço na caixa e oferece poucas possibilidades de expansão. Também reduzida fica a fonte de alimentação, quer em tamanho, quer em potência fornecida. 

Flex-ATX:
A especificação FlexATX é apenas uma atualização da norma micro-ATX em que apenas há uma redução de tamanho. Porém, estas motherboards são compatíveis com as caixas e fontes de alimentação dos padrões anteriores. Esta norma está especialmente vocacionada para sistemas económicos, em que as placas de vídeo e som já vêm integradas (onboard).

WTX (Workstation Technology Extended):
É uma norma introduzida pela Intel em Setembro de 1998 e muito comum em servidores. Ao comparar este padrão com o ATX, nota-se uma considerável diferença de tamanho. 
Isto acontece porque as motherboards WTX têm mais sockets, slots, chips e conectores. Possuem, por exemplo, dois sockets para processadores Intel XEON (especificamente para servidores), conectores SCSI, etc.


NLX (New Low Profile Extended):
Este formato é o mais usado pela Compaq em caixas/torres pequenas. Foi idealizado pela Intel, que se baseou na ideia das LPX e considerou a existência do então bem grande Pentium II. Esta motherboard já suportava o slot AGP e slots de memória mais altos, com menos problemas de aquecimento, maior flexibilidade na sua inserção e remoção bem como outras vantagens. A principal característica destas boards é que os slots de expansão ficam numa placa à parte designada "backplane", onde a motherboard é encaixada.

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